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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


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“‘Jesus disse à mulher: ‘Sua fé a salvou; vá em paz’”.

Curas da alma e corpo, milagres nunca vistos, livramentos, entre tantas maravilhas realizadas pelo Filho do Rei para uma diversidade de pessoas, porém com algo em comum, uma pequena palavra, mas com capacidade de mover montanhas, a Fé!

De onde vem a Fé?

Que fé é essa que suporta doze anos de hemorragia (Lc. 8-43)? Que fé é essa que dá aos olhos detalhe de uma paisagem, quando estes desconhecem cores (Mc. 8-25)? Que fé é essa que devolve movimentos ( Mt. 9-7)?

Quando leio testemunhos de fé, fico admirada no tamanho da grandeza de Deus, pois a fé...

De onde vem a Fé?!

Um exemplo forte, na minha concepção, de fé, é de Abraão, não quando engravidou Sara ou quando recebeu terras como herança, nem em outros momentos de sua vida, mas quando ele foi provado por Deus, (Gn. 22. 1-19).

Abraão, pai de multidões! Homem de fé, como escreveu o Apóstolo Paulo em uma de suas cartas (Gl. 3.9). Feliz por desfrutar em sua velhice de um belo milagre de Deus, um filho! Isaque, seu riso.

Riso que se calou por alguns dias.

Me perco na reflexão que falo a respeito do coração desse servo de Deus. As escrituras relatam que a obediência de Abraão ao seguir com a ordenança do Senhor, porém me concentro no aperto de seu coração no momento em que ele concebeu isto do Senhor, Seu Deus.

Uma viagem longa, com local exato de chegada. Cansaço físico ao som de passos. Silêncio de vozes. De um lado, o coração comprimido de um temente do Senhor. De outro lado, a tranqüilidade de uma mente inocente, do filho, o holocausto.

“’Isaque perguntou: ’As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto? ’” (Gn. 22.7b)

No ato de sua obediência, imagino que Abraão teve seus momentos de reflexões. Que ser humano que não tem?
Que tipo de reflexão foi essa? Clamor em seu íntimo para que Deus o poupasse de tamanho sofrimento? Que o Senhor fosse misericordioso com o pequeno Isaque, que mal tinha desfrutado das maravilhas do Senhor aqui na Terra? Ou um apego imenso em sua fé, que o encorajou a ter total convicção de que Deus não tocaria em Isaque?

“’ Respondeu Abraão: ‘Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho’”. (Gn. 22.8)

Nosso coração fica apertado diante de delicadas e difíceis situações, porém é nele que está a chama da fé!
Por inúmeras vezes impomos as mãos em nosso coração e proclamamos a morada do Senhor, bem ali. Invocamos o Espírito Santo de Deus para implantar o Amor Verdadeiro dentro de nós e esquecemos que é dEle que vem a Fé!
Se Deus faz morada em nós, a fé também!

Que Deus nos ajude a termos fé, principalmente quando mais duvidamos. E quando esse momento existir, que possamos ter Deus em nossa mente e nosso coração, que ai sim a fé virá, como uma brasa derreterá a incredulidade e então teremos a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hb. 11.1)

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

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“Apressa-te em responder-me, Senhor! O meu espírito se abate. Não escondas de mim o teu rosto, ou serei como os que descem à cova.” Sl. 143-7


Vivemos apressados, corremos contra o tempo.
Há pouco mais de vinte anos, na minha infância, não se ouvia dizer em estresse. Quando dito, era visto como ‘doença de rico’.
Recordo-me, tranquilamente, que poucas horas eram eternidade. No colégio então, os minutos eram meus maiores inimigos. Hoje, sinto falta deles. O tempo tem mudado, e muito.

Tempo. Como defini-lo? Impossível.
Não creio mais que o dia tem 24 horas. Não para mim. E o tempo de Deus? Sem dúvidas o versículo de Dt. 29-29 nos responde. O tempo do Senhor, como muitas outras maravilhas, é uma incógnita, não sabemos como funciona seu relógio, mas uma coisa é concreta, Ele está sempre conosco.

Em muitos salmos davídicos, nos deparamos com um clamor profundo, vindo da alma. Um grito de socorro. Um certo desespero ecoado no silêncio de Deus. Porque?
Quem nunca se prostrou diante do Altíssimo e se desabrochou em lágrimas e ‘nada’ teve em seguida?

Estar na presença de Deus é maravilhoso. Ouvi-Lo é tremendo. Apalpar as bênçãos é magnífico, porém ficar sem respostas, sem carícias é desesperador a ponto da alma ficar aflita e agitada.

Não sei responder o porquê do silêncio de Deus em inúmeros momentos de nossas vidas. Ele tem um propósito para isso e muitas vezes nos revela a razão. Quando isso acontece comigo eu fico com meu coração em pânico e espírito desanimado, assim como Davi citou no versículo quatro do salmo 143. Porém, minha mente busca mais intensamente as obras do Senhor. Meus olhos se voltam para o Céu, meus ouvidos anseiam pelo louvor de adoração e então, busco mais intensamente o Pai e o encontro dentro do meu coração.

Passar momentos e dificuldades sem ouvir a voz de Deus é muito difícil, mas é normal e inevitável, pois o tempo e os sonhos de Deus são diferentes do nosso, além de que, nem sempre Ele nos revela tudo que tem para nós.

Quando o silêncio está presente, e o coração fica em pânico, com medo de que Deus nunca mais fale, devemos buscar mais ainda a Deus, pedir para o Seu Espírito aquietar nossas almas, para que não desanimemos na fé, pois se deixarmos de olhar para a perfeição e nos atentarmos ao que existe ao nosso redor, ai sim desceremos à cova, mas se perseverarmos em buscar o Senhor, sem dúvidas não seremos abandonados.

“Os que conhecem o teu nome confiam em ti, pois tu, Senhor,jamais abandonas os que te buscam.” Sl. 9-10
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quinta-feira, 12 de março de 2009


“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi, antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações”. Jr. 1.5

Uma das mais belas “artes da natureza” é a gestação. Desde o encontro do espermatozóide com o óvulo, até a quebra do silêncio por um choro estridente do bebê.
A formação de cada parte, de cada detalhe, a cor dos olhos, as unhas, o crescer dos ossos, o traço dos lábios, tudo se torna belo e encantador. Até o coração mais duro se comove diante do nascer de uma vida!

Conversando com uma amiga, que está tendo sua primeira gestação, notei certas fragilidades da maternidade, como a sensibilidade.
A grávida, segundo a obstetrícia, fica mais sensível devido ao aumento de produção hormonal, pois a mulher passa por diversas mudanças no corpo e na mente.
Penso eu, que ainda não experimentei dessa maravilha, que essa sensibilidade vai além dos hormônios, preocupação, ansiedade e diversos fatores julgados responsáveis por tal fato.
Existe algo mais profundo, mais forte e misterioso.


Encontra-se na Bíblia, em João 1.18, que ninguém jamais viu a Deus, assim também no antigo testamento, Deus diz a Moisés que ele não podia vê-Lo, pois não sobreviveria (Ex. 33.20).
A glória do Senhor é tão grande e sua perfeição tão fabulosa que nós como pecadores não sobreviveríamos a tamanha grandeza. Porém temos livre acesso ao Pai, falamos com Ele, tocamos, sentimos seu perfume, seu mover através do seu Espírito Santo.

O que me chama atenção na fala de Deus para o profeta Jeremias é que o Senhor afirma que Ele o formou no ventre de sua mãe. O próprio Deus Pai, em seu tremendo amor forma com suas próprias mãos cada ser vivente nessa terra. Cada pulmão, coração, cada veia e artéria. Ele dá o fôlego da vida. Ele cria a perfeição dentro do imperfeito.

A grandiosidade em ser mãe, em gerar uma vida está nos momentos mais sensíveis, pois o próprio Deus se faz presente nesse momento. Ele com sua glória e majestade fica extremamente próximo do pecador, para criar e dar vida.
Ele não envia anjos e arcanjos para tal tarefa, não coloca Seu Espírito para desenhar o contorno das pernas e nem Seu único Filho para pintar a cor dos cabelos, Ele o próprio Deus, sonha, deseja, cria e da existência a Sua imagem e semelhança.

Sensibilidade materna é inevitável, não porque a medicina não avançou o suficiente, mas porque a perfeição está mais presente.

Que Deus ilumine, os braços de quem carrega Sua criação.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ser cristão


"Aquele que lhes dá ouvidos, está me dando ouvidos; aquele que os rejeita, está me rejeitando; mas aquele que me rejeita, está rejeitando aquele que me enviou".
Lc. 10.16

Muitas vezes como cristã, perco a noção da importância que tenho aqui na terra.
Meu principal papel para com os que estão ao meu redor é falar das Boas Novas, do amor de Cristo, levar a salvação aos cativos, pois fui ungida para ser canal do Senhor Jesus.

Deus coloca confiança e espera as atitudes do Seu povo. Ele mesmo diz que aquele que ainda não conhece o plano da salvação, aquele que nunca ouviu falar de Jesus, pode escutar Sua voz através de uma boca humana, ou seja, quando abro minha boca, a voz de Deus ressoa, é Ele quem tem que falar, não eu.
Quando tomo atitudes erradas e digo palavras que não vem do coração do Senhor, então não é Ele quem está falando, assim entendo que estou emprestando meus lábios para outro ser, que não me agrada nenhum um pouco, muito menos a Deus.

Todo cristão tem que ter a consciência de que estamos aqui por um tempo determinado. Estamos de passagem e temos que ter conosco o Espírito de Deus para que a vontade do Pai seja feita em nossas vidas e através delas possamos proclamar o evangelho a todos, até aqueles que não vão dar ouvido, que na verdade é pior que isso, pois não vão dar ouvido a Jesus, consequentemente a Deus.

A função do cristão é mais importante do que posso imaginar!

Ser cristão é abrir a boca para a voz de Deus sair!!!

Com isso não quero ser cristã as vezes, ou em momentos fáceis. Quero ser cristã o tempo todo, aonde eu for, aonde meus pés pisarem! Que Jesus me guie, que Ele derrame Seu óleo em minha cabeça para que eu seja cristã todos os dias!
amém.
autora: Loani Rossi

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Jesus também quer falar.


"Surgiram dois homens que começaram a conversar com Jesus. Eram Moisés e Elias. Apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém." Lc. 9.30-31

A passagem completa que vai do versículo 28 ao 36, diz que Jesus subiu a um monte para orar e levou Pedro, João e Tiago.
Os discipulos dormiam enquanto Jesus orava.

Durante a oração, Jesus ficou com sua aparência transformada e com as vestes resplandescentes. Jesus estava buscando um momento íntimo com o Pai.
O que será que Ele colocava para Deus naquela oração? Falava sobre o que? Será que estava de uma certa forma com medo do que iria passar? Preocupado? Se sentia sozinho? O que se passava pelo coração de Jesus?

Jesus estava em forma humana, tinha suas necessidades como dormir, se alimentar e também conversar com outras pessoas. Porém muitas coisas que se passavam no coração dEle e em sua mente não dava para dividir com qualquer pessoa, nem mesmo com seus discipulos, pois eles ainda não compreendiam as obras de Deus.
Ele sabia o que se passaria com Ele em breve. Era Seu propósito aqui na terra, mas quem poderia sentar com Ele e falar sobre isso? Quem o compreendiria?
Deus em seu grandioso amor, e claro totalmente atentado a Seu Filho, enviou dois tremendos servos fiéis, de forma gloriosa, para falar com Jesus, para dizer palavras de compreensão, encorajamento.

Quando penso em Jesus, o que mais vem na minha mente, o que mais meche comigo é imaginar como foi dificil Ele ficar longe da Glória do Pai, longe do Pai.
Ele saiu do seu mundo para habitar no nosso mundo, um mundo egoísta, mesquinho e pecaminoso, tudo para poder nos levar ao Seu mundo.
Para isso Ele precisou ficar muitas vezes sozinho, sem ter alguém para o ouvir, sem ter alguém para o compreender.

Quantas pessoas hoje, sofre por não ter ninguém para ouvir? Quantas??

Quem sabe o que é estar com o coração apertado e não ter uma pessoa ali do seu lado para desabafar? Quem sabe o que é estar com mil coisas na cabeça e dividir aquilo com outras pessoas, mas ninguém te compreender? Quem sabe o que é estar sozinho quando mais se precisa de outra pessoa?

Jesus sabe!
autora: Loani Rossi